Não existe Linux. Existe Debian e suas derivações, pronto falei!

editado 14 de abril em Café com Menta
A long time ago in a galaxy far, far away... (desde Caldera, Conectiva, Mandrake...)

Bem, não sou usuário assíduo do Linux, fato. Mas acredito que seja um sistema com potencial de uso para usuários desktops que usam o computador para o cotidiano além do ver vídeos, fazer receita de bolo, planilha de gastos do mês. Não saio do conglomerado Microsoft por muitas razões pessoais e estas restritas a programas ou suítes nas quais existem um buraco negro entre MS e opensource/free. Nem discuto mais este tipo de coisas pois finalmente apareceram algumas alternativas para Linux, porém não open source. Nestes casos, cobrem a lacuna que ficou estagnada durante mais de 20 anos como CAD (Bricscad), 3D creation (Blender, coloquei aqui mas é open), entre outros.
Já disse em vários fóruns e repito aqui que, o que falta no Linux é padronização. Não padronização de gerenciador de janelas (já tende para isso) mas sim para a facilidade de uso para o leigo. E quando eu digo leigo, eu digo o cara que se dá muito bem com um smartphone e um Windows mas quando dá de cara com um Linux desiste.
E eu sei e entendo porque ele desiste. Desiste porque não há receptividade, não há um padrão de programas a serem instalados, não há um sistema coeso o suficiente para prendê-lo. Imaginem a situação inversa: Eu por exemplo ontem procurando um programa que substituísse o Subtiltle Edit, excelente programa para sincronizar legendas. Busca dali, busca de lá e só tem aplicativos que pararam de atualizar, ou coisa pior.
Tá, mas usuário comum não fica editando legendas( :-|). Beleza, vamos para algo mais comum, o cara viu alguns vídeos legais no youtube e quer usar o aTubecatcher. Não tem, não tem similar e como não tem um baixaki Linux para você ler sobre as opiniões, tem que ficar tentando baixar um por um para ver se funciona e se atende. Aí começam os problemas de falta de padronização. Muito programas não estão nas bases de pacotes, outros estão em pacotes de outra distribuição (o mais comum) e pior, estão em formato tar.gz. Se para mim, que tenho um pouco de conhecimento de Linux já acho um chute no saco ter que ficar se retorcendo para instalar uma porra louca de um programinha similar ao aTubecatcher que no Windows é ir na página do mesmo, baixar e clicar em cima, imagine pro carinha que não quer saber de apt/dnf/rpm/wtf. Ah, mas... não cara!
Tente instalar o programa do IRPF num Fedora ou Manjaro. Vai lá, eu espero. Se conseguir em menos de um dia sem apelar para terminal, volto a conversar rs.
Mas o nosso amigo usuário final é persistente e resolve ir na empreita. Vai no fórum do Ubuntu e lá tenta resolver seu problema pois ele baixou um programa em rpm e quer instalar no seu Ubuntu. Daí sai de lá a tapas e pontapés pois usuário final é preguiçoso, tem preguiça de pesquisar nos fóruns, não quer saber de ler man pages em inglês (não sabe nem o português...) e daí já pensa "pouta [*****]! Imagine se dá um problema no meu PC com um monte de coisas minhas, quem vai me ajudar? Sim, pois linuxer é tudo sabichão, sabe reparticionar o PC para colocar setenta e duas distribuições pois ele precisa mesmo ficar com um monte delas senão não é linuxer (foi um desabafo mas já vi casos desse tipo) e pior ainda, se realmente der um problema desse tipo, é pouco provável que encontra uma assistência técnica que de cabo do problema.

Tá, já vi que me perdi, vamos focar no principal que é padronização:

- Padronizar o sistema de busca por aplicativo como é na Microsoft Store e Google Play.
- Padronizar o sistema de pacotes ou ter um concentrador de aplicativos, nem que para isso tenha que se desenvolver um aplicativo comum que baixe as fontes do programa e os converta para a distribuição foco.
- Padronizar a instalação dos programas de forma simples e eficiente do tipo baixa/clica/instala. Atualmente se eu baixar algo em RPM no meu Fedora, tenho que clicar com o botão direito e escolher o que fazer ou com qual aplicativo abrir.
- Padronizar o nome dos aplicativos e ícones de áreas de trabalho. Para o usuário final nomes nada sugestivos como os que vem são inúteis e confusos (pidgin, hexchat, etc) mas principalmente, mostrar em português o que o aplicativo faz ao passar ou focar com o mouse no ícone.
- Facilitar a criação de atalhos de aplicativos nas distribuições como é para outros sistemas (MAC, MS, Android)

E finalmente, não esgotando as possibilidades, em vez de usarem isso ou aquilo para Linux, Linux é fácil, substituir por Linux Debian e derivações e talvez Arch Manjaro e derivações. A comunidade Fedora está morta, sim, está, não queiram tentar me convencer do contrário, tenho ela aqui (e também o Mint) e encontrar uma viva alma que responda é fútil. Então o que eu coloquei no título Linux não existe e sim Debian e suas derivações está valendo. Não me aprofundei no Deepin por ser nova, ter rastros em mandarim (imaginem, o cara não sabe inglês que dá para ler, imaginem em mandarim...) e depois que se tornou independente fico com um pé atrás.

Quem quiser ajudar ou criticar com minha divagação esteja a vontade.
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